Evolução e Funções da Gestão de Pessoas

A Gestão de Pessoas é um dos temas mais relevantes dentro da Administração. Compreender sua evolução histórica, suas funções e objetivos é fundamental para interpretar casos práticos. Este resumo apresenta os principais pontos sobre a evolução da gestão de pessoas, a comparação entre o modelo tradicional e o contemporâneo, bem como os seis processos básicos segundo Chiavenato e os papéis de Ulrich.

Evolução da Gestão de Pessoas

Ao longo do tempo, a área de Gestão de Pessoas passou por profundas transformações. Inicialmente, tratava os trabalhadores como simples custos operacionais. Com o avanço da legislação trabalhista e da administração moderna, a área se tornou estratégica para o alcance dos objetivos organizacionais. No Brasil, essa evolução pode ser dividida em fases:

  • Fase Contábil (até início da década de 1930): predominava a visão do trabalhador como custo. O enfoque era puramente contábil, registrando entradas e saídas de mão de obra.
  • Fase Legal ou Jurídica Trabalhista: após a criação da CLT, o poder saiu das mãos dos chefes de produção e passou para os chefes de pessoal. A ênfase estava no cumprimento da legislação trabalhista.
  • Fase Tecnicista: a área de RH ganhou funções técnicas, como recrutamento, seleção, cargos e salários, treinamento, segurança no trabalho e benefícios.
  • Fase Administrativa: o cargo de gestor de RH evoluiu para nível tático, com maior influência nos rumos da organização.
  • Fase Estratégica: a Gestão de Recursos Humanos passou a ocupar espaço no nível estratégico da empresa, participando diretamente da formulação de objetivos e metas. Embora essa transformação tenha começado nos anos 1960, no Brasil só ganhou força após os anos 2000.

Essa trajetória mostra que a Gestão de Pessoas deixou de ser um setor burocrático e passou a atuar como parceira estratégica das organizações.

RH Tradicional x Gestão de Pessoas Contemporânea

  • RH Tradicional: centralizado, burocrático, focado em regras e rotinas. O trabalhador era visto como recurso a ser utilizado para o cumprimento de tarefas.
  • Gestão de Pessoas Contemporânea: descentralizada, flexível e estratégica. O foco recai sobre o desenvolvimento humano e a geração de valor. Os colaboradores são tratados como parceiros estratégicos e capital humano essencial para a competitividade.

Funções e Objetivos da Gestão de Pessoas

A Gestão de Pessoas atua em todos os níveis: estratégico, tático e operacional. Sua função vai além da administração de pessoal, pois envolve políticas participativas, integração com o planejamento organizacional e acompanhamento de indicadores de desempenho.

Segundo Chiavenato, os seis processos básicos são:

  1. Agregar Pessoas (Provisão): envolve recrutamento e seleção, processos que trazem novos talentos para a organização.
  2. Aplicar Pessoas: refere-se ao desenho de cargos, à orientação inicial e à avaliação de desempenho, que integra todos os processos de Gestão de Pessoas.
  3. Recompensar Pessoas: inclui remuneração, benefícios, incentivos e gestão de carreiras, funcionando como estímulo e reconhecimento.
  4. Desenvolver Pessoas: trata da capacitação e do desenvolvimento profissional e pessoal. Abrange treinamentos, gestão de competências e programas de carreira.
  5. Manter Pessoas: busca garantir boas condições de trabalho, tanto físicas quanto psicológicas. Engloba cultura organizacional, clima, disciplina, higiene, segurança, qualidade de vida e relações sindicais.
  6. Monitorar Pessoas: acompanha resultados e atividades por meio de bancos de dados e sistemas de informação.

Esses processos demonstram como a Gestão de Pessoas atua de forma integrada para alinhar as expectativas da empresa e dos indivíduos.

Papéis Estratégicos da Gestão de Pessoas

Dave Ulrich (1998) destacou quatro papéis fundamentais para a administração de Recursos Humanos:

  1. Administrador de Estratégias de RH: garante que as práticas de Gestão de Pessoas estejam alinhadas às estratégias da organização.
  2. Administrador da Infraestrutura: foca na eficiência dos processos internos e na organização de políticas.
  3. Administrador da Contribuição dos Funcionários: valoriza o engajamento, a motivação e a produtividade dos colaboradores.
  4. Administrador da Transformação e da Mudança: atua na adaptação da empresa diante de novos desafios do mercado e mudanças organizacionais.

Saber esses quatro papéis é essencial para diferenciar o modelo burocrático do modelo estratégico.

Desafios Atuais da Gestão de Pessoas

Na prática, a Gestão de Pessoas enfrenta desafios constantes. Entre os principais estão:

  • Gerenciar a diversidade cultural e de necessidades individuais.
  • Adotar novas ferramentas de RH e tecnologia para monitorar desempenho.
  • Agregar valor ao negócio por meio da valorização do capital humano.
  • Estimular a mentalidade de rede e a colaboração entre áreas.
  • Desenvolver competências de RH, como gestão de mudanças, credibilidade pessoal e domínio técnico das práticas de Gestão de Pessoas.

Esses desafios reforçam que a Gestão de Pessoas é dinâmica e exige atualização contínua.

A Gestão de Pessoas percorreu um longo caminho, desde sua fase contábil até se consolidar como função estratégica. Hoje, ela é responsável não apenas por administrar rotinas, mas também por promover o desenvolvimento humano e sustentar a competitividade organizacional. Compreender as fases da evolução, os processos básicos de Chiavenato e os papéis de Ulrich é fundamental.

Em resumo, a Gestão de Pessoas busca o equilíbrio entre as expectativas da organização e dos colaboradores, garantindo eficiência, eficácia e efetividade.

👉 Quer mais resumos como este? Acompanhe nosso blog e prepare-se para o seu concurso!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima